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Thursday, August 03, 2006

A novas bacantes

"O eminente especialista em mitologia comparada voltava ao mito da vingança do deus oriental Dioniso contra o rei Penteu, O culto de Dioniso era originário na Índia antes de chegar à Anatólia e depois à Grécia, onde adquiriu numerosos adeptos. Mas o jovem rei Penteu, forte defensor da identidade grega, não estava para aí virado. O novo deus vinha de fora. Esse estrangeiro fazia-se rodear de mulheres que, durante a noite, se embriagavam de danças e cantos, faziam barulho, perseguiam vacas que depois esquartejavam com as próprias mãos com uma força prodigiosa e que, ao nascer do dia, caíam exaustas e dormiam em vez de cozinhar."

"As novas bacantes" - Catherine Clément

Universo 2: Leituras em férias

Wednesday, August 02, 2006

Genealogias de um crime (universo 1 em férias)

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O argumento deste filme tem origem numa história real que aconteceu em Viena antes da Segunda Guerra Mundial. Conta-se que Hermine Hellmut van Hug, uma psicóloga infantil, terá detectado tendências homicidas no seu sobrinho de cinco anos. Segundo o seu estudo, é nesta idade que a personalidade fica completamente definida. Sem mais demoras, decide estudar o desenvolvimento do carácter criminoso da criança que, no final, acaba por assassinar a sua tia.

Universos em Férias

Friday, July 28, 2006

Closer ou perto demais....

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Love is an accident... waiting to happen...

Desire is a stranger you think you now...

Intimacy is a lie...we tell ourselves...

Truth is a game you play to win...

If you believe in love at first sight, you never stop looking...

Wednesday, July 26, 2006

"Choses secrètes"..."Ousa!"...

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"O poder concentra-se numa personagem, omnipotente, Christophe. De qualquer forma, sabemos, desde Sade, que não há libertinagem sem dinheiro e sem poder. A maior parte dos filmes que realizei parecem-se com interrogações sobre o sentido da vida em imagens e em emoções. Sempre me coloquei questões sobre a moral e a lei. E o seu corolário, a transgressão. Em "De Bruit et de Fureur", a transgressão assumia a forma da pequena delinquência, aqui é o sexo. Com esta ideia, que eu não inventei, que é velha como o mundo, que a transgressão aumenta o prazer. O princípio do filme é entrar nas pequenas transgressões e passar de repente para outro objectivo. O problema é que o prazer está ligado ao sentimento de atravessar uma barreira, uma barreira que está sempre a recuar. Por isso, chateamo-nos muito depressa. É o drama da personagem de Christophe, ele joga com as vidas, ele quer dominar o mundo como se fosse um teatro de marionetas, mas ainda se aborrece. Este sentimento é a base de COISAS SECRETAS...
A interdição gera o pecado, o desejo da transgressão. Lacan diz que não é o mal que causa o problema mas sim o bem."

Jean-Claude Brisseau


Realizador:
JEAN-CLAUDE BRISSEAU

Actores:
Sandrine | SABRINA SEYVECOU
Nathalie | CORALIE REVEL
Delacroix | ROGER MIRMONT
Christophe | FABRICE DEVILLE
(França/2002)

Tuesday, July 25, 2006

O pensamento é o passeio da alma

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"Escuto e esqueço; vejo e recordo; faço e entendo".
(Tao Te King)

Wednesday, July 19, 2006

Beijar ou não beijar?

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Sunday, July 16, 2006

"Elogio ao amor"

Hoje à tarde, no programa "a revolta dos pastéis de nata", ouvi uma crónica do Miguel Esteves Cardoso que deixo aqui à consideração de quem a leia. Eu sou duvidosa em comentá-la, porque as crónicas do MEC marcaram a minha adolescência. Nessa altura apenas um café na minha terra recebia o jornal Independente, e recebia apenas 5 exemplares. Um para mim, e dos restantes, dois para duas amigas minhas (uma delas, pelo menos, espero que venha aqui fazer-me uma visita). E eu avidamente devorava os textos do MEC.

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser,por isso, incompreensível.
A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro.Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas, da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado.
Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo, de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tábem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.
O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes.
Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino.
O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida.
A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder.Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

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