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Thursday, July 13, 2006

Morte em Veneza

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No Blog "ABISMO NEGRO DE SONHOS ESQUECIDOS" (void.weblog.com.pt) fui encontrar um post a um dos filmes da minha vida (que aliás se nota, já que faz parte do sidebar do meu blog)de um dos cineastas mais marcantes do cinema italiano. Aqui transcrevo um dos comentários feitos ao filme e um excerto da obra de Thomas Mann, porque ambos, no meu entender, dizem tudo o que eu gostaria de dizer sobre este filme.

Comentário:

"Morte em Veneza" mostra o Amor. O Amor que se vai tornando. O Amor que vai sendo. Que se vai desenvolvendo. O Amor apresentado na sua forma mais pura, mais filosófica, sem culpabilizações. Sem enegrecimentos dos sentimentos constantes. Um filme que vai revelando. Que vai mostrando. Que tem a preocupação de mostrar que é possível acontecer assim. Um trabalho que sublima.
Um filme que tem como ponto de partida um livro. Uma obra escrita. De um autor. Thomas Mann, o escritor. Thomas Mann a sombra de uma personagem. Thomas Mann o inspirador de Luchino Visconti, o realizador."

Excerto do livro:

"Amava o mar por razões profundas: pela necessidade de calma do artista laborioso que procura refúgio da existente multiplicidade da sua imaginação no seio das coisas simples e grandiosas; e também por uma procura oposta à sua actividade e talvez por isso mesmo tão sedutora, do inorgânico, desmedido, eterno, do nada. Descansar junto do absoluto é a saudade daquele que procura a perfeição; e não será o nada uma forma de absoluto? Enquanto assim sonhava tão profundamente pelo vazio dentro, a linha horizontal da costa foi subitamente interrompida por uma figura humana e, quando recuperou o olhar perdido no infinito, viu o belo rapaz que, vindo da esquerda, passava na areia à sua frente. Preparado para banhar os pés, as esguias pernas desnudadas até cima do joelho, caminhava descalço, devagar, mas tão leve e orgulhoso como se estivesse habituado a andar sempre assim." (...)

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